terça-feira, 14 de dezembro de 2010

O irreal define o real.


Alguém está acompanhando o caso da estudante Annie?
Há menos de uma semana, um corpo de uma aluna de 24 anos, da Universidade de Yale, foi encontrado “emparedado” em um dos laboratórios da universidade. Antes de ser emparedada, a aluna sofreu asfixia.
As autoridades anunciaram nesta quarta-feira (16) que a estudante encontrada morta emparedada em um laboratório da Universidade de Yale em New Haven morreu com asfixia provocada por compressão do pescoço.
O assassino de Annie, é um colega de trabalho, Clark, também de 24 anos.
Um crime um pouco incomum, você pensa, né? Emparedar uma moça num laboratório não é coisa que se vê todo dia.
Não pra mim. Desde nova, eu sempre gostei de ler os contos e poesias de Edgar Allan Poe. E assim que soube desse caso, pasmei.
Um dos meus contos preferidos do Poe é O gato preto”, que relata a história de um assassinato. Um homem, primeiramente,  asfixia seu gato preto.  E depois, no decorrer da história, mata sua esposa e a “empareda” na adega.
Sem contar que o nome da estudante é Annie. Uma das poesias de Poe, chama-se:  Para Annie.  Leiam um trecho:

“E, aqui jazendo, o espírito,
tão calmo e satisfeito,
crê que o cerca um mais santo
odor de amor-perfeito,
odor de rosmaninho,
misto de amor-perfeito,
de malva, do belíssimo
e puro amor-perfeito.
E assim feliz repousa,
mergulhado em perene
sonho de lealdade
e da beleza de Annie,
mergulhado nas ondas
das longas tranças de Annie.”
Curioso, não?

Reportagem sobre a estudante:
O conto de Poe

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