terça-feira, 28 de dezembro de 2010

a -.-

 
Me preparar pra tirar você de mim..
Preparar pra quando você chegar um pouco perto..
Resisto..
 
 
Mas quando já estou nos teus braços, 
FODA-SE o mundo, meus planos.


ceres I

Ultimamente tenho pensado tanto em você
tenho tanta coisa pra te contar,
tanto sentimento eu tenho agora,
é verdade, eu tenho sentimentos ceres.
Sabe que os ultimos dias tem sido incógnitas pra mim?
Mas você saberia me explicar.
Ainda te sinto, ainda te vejo.
Quero dormir com voce só mais uma noite daquelas.
Me deixe te tocar, porque minhas palavras e lagrimas já não bastam.
Sua falta maltrata,
porque eu não atendi a sua ligação?
Porque eu não fui lá?
O que você queria minha ceres, minha ceres..
Eu só sei que de toda essa abstinência o meu corpo inunda.
Eu só sei que minhas lagrimas já não são suficientes.
Eu quero tanto você,
Porque? Porque?
eu quero sua presença, ou vou compensar com minha ausencia, porque o meu corpo pede pra te encontrar, porque os meus olhos já cansam de chorar, porque o meu consciente só quer te lembrar, porque a minha vida perdeu o sentido com a tua ida. Porque eu sei que tenho que viver, mas sem você, como?
Eu preciso de você, vou encontrar com você.
Eu preciso de uma nova canção.
Uma nova canção para uma nova estrada.
Uma nova canção.
É tudo que eu preciso.

Notas mortas.
Notas tortas.

Eu não preciso de suas cinzas.
Não, eu não preciso de suas notas, suas cordas.
Não preciso de suas notas cinzas.

Minha nova canção.
Minha nova canção para meu novo eu.
Meu novo eu sem você.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

aquecer

Frio, fundo, escuro.
Chegou tão longe. Peço que pare, não posso aguentar.
A nossa discórdia tomou um rumo sério e dimensões enormes.
Desculpe, eu não posso suportar.
Agora entre querida, não sinta o frio, não queira.
Eu não quero ter que te dizer que ele só piora e dramatiza, só escurece e entristece.
Entre querida, não quero perder o brilho dos teus olhos por uma lembrança inundada de tristeza.
Vamos entre, eu preciso chegar em casa e me aquecer, eu estou piorando.
Entre porque no fum, tudo que vai ficar são as lembranças, e eu não quero que elas congelem.

Ó querida, aqui estou eu tão bem aquecido.
Lembrei do seu rosto no verão resplandecendo a luz natural de um dia comum, que me arrepiou o corpo só de olhar. Lembrei de que me fez feliz. Lembrei então de que ao seu gostar eu tive de dar as costas.. Lembrei que eu coloquei um guardinha fora, aqui na portinha da minha consciência e pedi com educação que o seu nome, toque, apelido, senso de humor, perfume, brincadeira, roupa, imagem, sorriso, olhar e tudo que viesse de você não entrasse.
Ele estava fardado de vermelho, e armado com insensibilidade. Não se magoe, não tente.
Fique aí, aqueça-se. Eu já me aqueci o suficiente e vou continuar na eternidade me aquecendo.
O inferno não é como todos pintam querida, é bem pior.
Aqueça-se porque meu guardinha falhou, todas as suas lembranças me invadiram junto á uma abstinência horrível, eu não pude suportar.
Não congele o meu eu que ainda ainda existe em você.

passa!

Há algum tempo eu ando pensando comigo mesma… Como é difícil virar a página!
Como é desgastante tentar encerrar um ciclo e começar do zero, qualquer coisa que seja.
As vezes nós ficamos tão presos na nossa comodidade que paramos de nos perguntar como estamos.
Esquecemos de olhar pra dentro de nós e nos  fazermos aquela perguntinha pequena e tão transformadora…
“Eu estou feliz?”
Estar feliz é muito mais do que ”estar bem” com a situação.
Quantas vezes você não apenas se acomodou com alguma coisa que te aconteceu?
Na minha opinião, esse é um dos maiores castigos que o ser humano poderia se permitir. Se acomodar.
Nos acostumamos a aceitar o que nos é oferecido sem sequer questionar: “É realmente só isso que eu mereço?”
E nos acamodamos a ter uma namorada bonitinha que apresentaram porque achamos que depois dela, ninguém mais vai nos querer.
Nos acomodamos àquele emprego super chato e desgastante que odiamos porque dá um dinheirinho a mais.
Nos acomodamos com nossos pais, irmãos, tias, primas, se metendo na nossa vida pessoal porque sempre foi tratado assim mesmo…
Ou, na pior das hipóteses, temos medo. Medo do que pode vir depois daquilo.
Medo de se arrepender, medo de estarmos errados, medo de nos julgarem, medo, medo, medo.
O que se fazer quando se tem medo?
Se esconder aceitando a situação desconfortável em que está?
Você pode tentar, mas não vai conseguir por muito tempo.
Vai chegar uma hora crítica em que você olhará para o seu parceiro, chefe, mãe e dirá:
Eu me demito desse cargo!
Na hora é aterrorizante, assustador e confuso. Mas é necessário.
É preciso saber e aceitar quando uma etapa chega ao final. Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das coisas ao nosso redor.
Encerrando ciclos, terminando capítulos, virando a página, fechando portas…
Não importa com que nomes chamamos, o importante é saber deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram e não te fazem mais sentido.
Terminou aquela longa relação em que todos achavam que sairia casamento? Aquela que há tempos atrás era sua melhor amiga simplesmente esqueceu o seu nome e de onde te conhece? Se mudou para um lugar distante? Largou aquele emprego em que ganhava milhões? Saiu da casa dos pais pra morar só num apartamento que devia se chamar ”apertamento”?
Você leva muito tempo para digerir todo esse proceso mutativo na sua cabeça e ao seu redor.
Talvez você pense que vai enloquecer, que não consegue entender o motivo de tudo que era certo e sadio na sua vida, de repente te fazia tão mal e te sofocava a ponto de você quebrar tudo e reduzir a pó.
Talvez você decrete que não dará mais nenhum passo adiante, que parou de tentar, que parou de se importar.
Mas o que você não percebe é que sua nova etapa já começou… Ficar parado também é uma fase e como todas as outras, por mais que você não acredite, ela passa.
Tudo a sua volta passa, muda, se transforma. A dor mais profunda é quando isso te acontece ou te afeta de alguma forma.
Mas acredite no que eu digo, porque digo por experiência própria, a dor…. Também passa.


Créditos > Kari.

O irreal define o real.


Alguém está acompanhando o caso da estudante Annie?
Há menos de uma semana, um corpo de uma aluna de 24 anos, da Universidade de Yale, foi encontrado “emparedado” em um dos laboratórios da universidade. Antes de ser emparedada, a aluna sofreu asfixia.
As autoridades anunciaram nesta quarta-feira (16) que a estudante encontrada morta emparedada em um laboratório da Universidade de Yale em New Haven morreu com asfixia provocada por compressão do pescoço.
O assassino de Annie, é um colega de trabalho, Clark, também de 24 anos.
Um crime um pouco incomum, você pensa, né? Emparedar uma moça num laboratório não é coisa que se vê todo dia.
Não pra mim. Desde nova, eu sempre gostei de ler os contos e poesias de Edgar Allan Poe. E assim que soube desse caso, pasmei.
Um dos meus contos preferidos do Poe é O gato preto”, que relata a história de um assassinato. Um homem, primeiramente,  asfixia seu gato preto.  E depois, no decorrer da história, mata sua esposa e a “empareda” na adega.
Sem contar que o nome da estudante é Annie. Uma das poesias de Poe, chama-se:  Para Annie.  Leiam um trecho:

“E, aqui jazendo, o espírito,
tão calmo e satisfeito,
crê que o cerca um mais santo
odor de amor-perfeito,
odor de rosmaninho,
misto de amor-perfeito,
de malva, do belíssimo
e puro amor-perfeito.
E assim feliz repousa,
mergulhado em perene
sonho de lealdade
e da beleza de Annie,
mergulhado nas ondas
das longas tranças de Annie.”
Curioso, não?

Reportagem sobre a estudante:
O conto de Poe